Foram 27 horas até chegarmos em Reykjavik. Minha maior aflição sempre foi se a Badi aguentaria. Pff...ela tirou de letra. Vale dizer que a KLM é um terror. Já no check in pedi assento com espaço na frente porque eu sabia que ela não ficaria a viagem toda sentada na sua poltrona, e que viria para o meu colo várias vezes, e a atendente me disse que não poderia fazer isso, que as primeiras poltronas estavam reservadas caso chegasse alguém com bebê. E a Badi é o que? Ah sim, um ser em transição...ahã. E explicou que o berço acoplado na parede não serviria pra Badi. Há pouco descobri que seria possível e que ela estava com muita má vontade. As aeromoças também não estavam nem aí para o fato de estarmos com uma criança pequena. Nos viramos mesmo assim, ela dormiu praticamente a viagem toda. Eu não...
Bom, eu estou longe de ser rica etc, e acho um saco quando vejo gente reclamando de serviços como vôos aéreos, com tantas mazelas que vivemos no país. O fato é que custa uma fortuna viajar. A gente planeja, faz o possível e passa por tanta adversidade num vôo que em vários momentos pensei se fazia algum sentido tanto esforço.
Depois que vc desce da lata de sardinha, vc esquece. Viajar é uma experiência tão impactante, que o desconforto vira pó. E um fenômeno se repete comigo, quanto mais distante a viagem, mais me vejo e revejo. Análise é bom, mas viajar é melhor.
E como disse a Bjork depois de ter comido o pão com o Lars Von Trier em Dançando no Escuro: "Podemos aprender de duas maneiras, pelo amor ou pela dor, eu escolho o amor"
A seguir, Amsterdã!